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CONSERVAR O DEPÓSITO DA FÉ

 [ EN  - ES  - FR  - IT  - LA  - PT ]

CARTA ENCÍCLICA
PASCENDI DOMINICI GREGIS
DO SUMO PONTÍFICE
PIO XAOS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS, BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS EM PAZ
E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
SOBRE
AS DOUTRINAS MODERNISTAS

Veneráveis Irmãos,
saúde e bênção apostólica
INTRODUÇÃO
A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do êrro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.  LER...
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CARTA ENCÍCLICA
PASCENDI DOMINICI GREGIS
DO SUMO PONTÍFICE
PIO XAOS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS, BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS EM PAZ
E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
SOBRE
AS DOUTRINAS MODERNISTAS

Veneráveis Irmãos,
saúde e bênção apostólica
INTRODUÇÃO
A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do êrro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.  LER...

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Entrevista de Vittoria Prisciandaro ao Cardeal Dário Castrillon Hoyos, publicada na revista Iesus , em Maio de 2008:

O cardeal Dário Castrillon Hoyos presidente da comissão Pontifícia “Ecclesia Dei” explica como o motu próprio de Bento XVI é uma grande riqueza espiritual para toda a Igreja.

-Eminência , qual o balanço que faz da promulgação do Motu próprio que ocorrreu há alguns meses?

-Com o Motu próprio o Papa quis dar a todos uma oportunidade renovada de usufruir da enorme riqueza espiritual, religiosa e cultural presente na liturgia do rito gregoriano.O Motu próprio nasce como tesouro oferecido a todos, e não para vir ao encontro dos pedidos de alguns.Muitos dos que antes não sentiam qualquer relação com esta forma extraordinária do rito romano, agora manifestam grande estima pela mesma.Entre os fiéis distinguirei três grupos: aqueles que estão vinculados em forma quase orgânica com a Fraternidade S.Pio X; aqueles da Fraternidade S.Pedro e, enfim o grupo mais importante e numeroso. Formado por pessoas afeiçoadas á cultura religiosa de todos os tempos, que hoje descobrem a intensidade espiritual do rito antigo e, entre estas numerosos jovens.Nestes meses nasceram novas associações de pessoas pertencentes a este último grupo.
-A propósito da riqueza, alguns liturgistas, sublinharam o facto que o rito extraordinário não oferece a riqueza bíblica introduzida pelo novus ordo…

-Esses não leram o Motu próprio, porque o Papa afirma que as duas formas devem enriquecer-se mutuamente.É evidente que tal riqueza litúrgica não pode ser desprezada.No novus ordo , em alguns anos lê-se praticamente toda a Bíblia , e esta é uma riqueza que não se opõe, mas que vai integrada no rito extraordináro.

-Uma outra objeção é sobre o perigo que celebrações separadas e diferentes podem criar comunidades separadas…

-É uma multiplicidade que enriquece, é uma mais ampla liberdade cultural que o Papa introduz de forma audaz. De resto nas paróquias há muitas diferenças nas celebrações. E não quero falar dos abusos, porque não são os abusos a razão principal do Motu próprio.

-O seu secretário,monsenhor Perl, anunciou para breve que haverá um documento de esclarecimento sobre o Motu próprio.Quando sairá?

-Foi o cardeal Bertone a anunciá-lo, e tem o direito de o fazer.Mas eu, que sou um servidor do Papa, só o anunciarei quando o Papa o disser.A nossa Comissão referiu ao Pontífice que de todas as partes do mundo nos chegam tantas perguntas, muitíssimas justificadas, outras devidas a falta de conhecimento. O Santo Padre, e só ele, dirá se convém fazer um tal documento e quando.
-Quais são as perguntas que vos chegaram e que mereciam uma resposta?

- A primeira refere-se ao latim, porquê –dizem- celebrar numa língua que não se conhece ? Infelizmente os seminaristas , mas também alguns sacerdotes, não estudaram o latim e por isso lhes é difícil celebrar na forma extraordinária.Para fazê-lo deviam ao menos conhecer o cânone da Missa , a parte da consagração. Nós na Nossa Comissão “Ecclesia Dei” estamos preparando encontros, cursos e comunicação informática para um profundo conhecimento da liturgia anterior. Alguns cursos já estão activos na França, Alemanha, Brasil, América central e Estados Unidos.Em Toledo, na Espanha, por exemplo, estão avaliando se convém fazer um seminário extra para a preparação ao rito extraordinário ou então dar cursos especiais no seminário da diocese.
Em geral nota-se um interesse pela volta do latim no mundo académico.Foi triste nestes anos passados constatar o abandono não só da língua, mas também de certos conteúdos relacionados com a precisão semântica da língua latina.

-Outro problema é a falta de padres…

-Se numa diocese faltam padres e só três ou quatros fiéis pedem o rito extraordinário.é uma coisa de bom senso pensar que será difícil satisfazer esse pedido. Mas, dado que a intenção do Papa é conceder este tesouro para o bem da Igreja, lá onde não existem sacerdotes , a coisa melhor seria oferecer uma celebração segundo o rito extraordinário numa das Missas dominicais que se celebram na paróquia.Seria uma Missa para todos, e todos, mesmo as jovens gerações, usufruiriam da riqueza do rito extraordinário, por exemplo daqueles momentos de contemplação que no novo ordo desapareceram.
-Então defende que, mesmo que não exista um grupo consistente e estável, no futuro pensa-se em oferecer uma das Missas dominicais no rito extraordinário?

-Penso que sim.Por outro lado esta possibilidade já tinha sido aprovada unanimemente em 1968 por uma comissão cardinalícia na qual estava também presente o cardeal Ratzinger, mas então não se tornou operativa.Agora estou seguro que poderia realizar-se.

-Um outro ponto para esclarecer é a definição de “grupo estável e consistente”.O que é que se entende exactamente com esta expressão?

-É uma questão de bom senso: porque fazer um problema se as pessoas que pedem o rito vêm de paróquias diferentes? Se se reúnem e juntos pedem uma Missa, tornam-se um grupo estável, mesmo se antes não se conheciam. Meso o número é uma questão de boa vontade. Nalgumas paróquias, especialmente no campo, nos dias feriais as pessoas que participam na Missa ordinária são três ou quatro e o mesmo acontece em muitas casas religiosas.Porque é que se aquelas mesmas três pessoas pedem a Missa antiga seria pastoralmente necessário recusá-lo?

-Então o futuro documento deveria ser mais acolhedor dos pedidos de poucas pessoas?

-Sim, mas é necessário entendê-lo não como algo que vai contra os outros, que vai contra a maioria, mas como algo que é para o seu enriquecimento e evitando sempre toda a forma de oposição.
a Igreja celebra amanhã 1 de novembro a Solenidade de todos os Santos cuja protecção invocamos também para o nosso blog afim de que os que nos visitam sintam a comunhão com os irmãos que já se encontram na glória celeste.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Resposta do Cardeal Dário Castrillon Presidente da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" a certas perguntas

P-É aceitável referir-se à carta "Quattuor abhinc annos" para regulamentar questões relativas à celebração da Forma extraordinária do rito romano, que é, segundo o Missal Romano de 1962?

R- Evidentemente que não. Isto porque, com a publicação do Motu Próprio "Summorum Pontificum", os regulamentos para o uso do Missal de 1962, anteriormente apresentada no "Quattuor abhinc annos", e posteriormente no Motu Próprio do Servo de Deus João Paulo II "Ecclesia Dei adflicta" tornaram-se obsoletas.

De fato, a "Summorum Pontificum" no Art.1, afirma explicitamente que "as condições da utilização deste Missal, regulamentado em documentos anteriores no" Quattuor abhinc annos "e" Ecclesia Dei ", foram substituídos. O Motu Próprio enumera as novas condições da sua utilização.
Portanto, já não é possível fazer referência à restrição fixada por esses dois documentos, relativos às celebrações, de acordo com o Missal de 1962.

P- Quais são as diferenças substanciais entre os mais recente Motu Próprio e os dois documentos anteriores a respeito deste assunto?

R- A primeira grande diferença é que agora ele é certamente lícito celebrar a Santa Missa segundo o rito extraordinário sem a necessidade de uma autorização especial, um chamado “ indulto”. «O Santo Padre, Bento XVI, estabeleceu, de uma vez por todas, que o rito romano consiste em duas formas, a que ele deu o nome " Forma Ordinária" (a celebração do Novus Ordo, segundo o Missal de Paulo VI de 1970) e a "Forma Extraordinária " (a celebração da Rito gregoriano, segundo o Missal do Beato João XXIII de 1962), e confirmou que o Missal de 1962 nunca foi revogada.

Outra diferença é que, em missas celebrada sem fiéis, cada sacerdote católico do rito latino, diocesano ou religioso, pode usar um dos dois Missais (art. 2). Além disso, em missas com ou sem o povo, diz respeito ao Pároco (Pastor) ou reitor da igreja em que se pretende celebrar, a dar permissão para os sacerdotes que apresentam um "Celebret" a partir de seu próprio ordinário. Se ele negar que a permissão, o Bispo, em conformidade com as normas do Motu Próprio, deverá garantir que a autorização seja dada (cf. art. 7) .

É importante saber que já em 12 de dezembro de 1986 uma Comissão "ad hoc" d e Cardeais (composto pelos eminentes Cardeais: Paul Augustin Mayer, prefeito da Congregação para o Culto Divino, Agostino Casaroli, Bernardin Gantin, Joseph Ratzinger, William W. Baum, Edouard Gagnon, Alfons Stickler, Antonio Innocenti) foi formada "pela vontade do Santo Padre, com a missão de examinar os passos necessários para eliminar a ineficiência do Pontifício Indulto" Quattuor anhinc annos " emitido pela Congregação para o Culto Divino, N. 686/84 de 3 de Outubro de 1984. "Esta comissão tinha proposto ao Santo Padre João Paulo II, mesmo assim, muitos elementos substanciais para atingir esse objectivo que foram recuperadas no Motu Próprio.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mons. Guido Marini fala da liturgia papal de Bento XVI

- Rádio Vaticano: Monsenhor Marini, como você define o estilo litúrgico do Papa Bento XVI?

Monsenhor Marini: Esta não é uma pergunta fácil, porque o estilo litúrgico engloba tanto o exterior como o interior da dimensão de celebrar - e naturalmente a respectiva compreensão do que é a liturgia. Acho que o estilo litúrgico do Papa Bento XVI engloba tanto a sobriedade que tem sempre caracterizado a liturgia Romana, e o sentido do mistério e do sagrado. And then E então eu vejo uma grande viragem no sentido do Senhor que afinal está presente em cada momento da celebração.

Rádio Vaticano: No centro de cada celebração, não existe o sacerdote, e isso significa que nem mesmo o Papa, mas Cristo ressuscitado. Agora, os críticos dizem que alguns destes novos elementos distraiem os fiéis, em vez de ajudá-los a concentrar-se no essencial. Qual é a vossa posição sobre esta matéria?

Monsignor Marini: I don't believe that these elements distract. Monsenhor Marini: Eu não acredito que estes elementos distraem. Naturalmente há que ter cuidado que o Senhor continue a ocupar o centro. O perigo da distracção está sempre lá, e, portanto, é necessária uma educação que leve de volta ao centro. Mas tudo na liturgia, também nos seus pormenores, que transmitem beleza, harmonia e esplendor, não distraiem do mistério de Deus, mas realmente ajudam a encontrar Aquele que é infinita Beleza.

Rádio Vaticano: Em que medida é que o próprio Papa Bento sugere mudanças nos seus serviços? Ou é você quem as sugere aoPapa?

Monsenhor Marini: Para dizer a verdade: Neste momento em que eu tive a graça de estar perto do Santo Padre não é que eu tenha recebido instruções de cada vez. É antes uma conversa, uma troca de idéias, uma colaboração. Pela minha parte eu tento sugerir e apresentar elementos litúrgicos ao Santo Padre. Ele pesa a favor e contra, exprime a sua ideia e, em seguida, dá uma orientação clara qual é seguida.

Rádio Vaticano: Por exemplo?

Monsenhor Marini: Você mencionou antes algumas "inovações", entre aspas, na liturgia. Por exemplo então a Comunhão: Quem a recebe das mãos do Santo Padre, recebe-a de joelhos. Tal sugestão foi apresentada pelo Santo Padre, e ele deu suas instruções neste sentido.
Cardeal Dario Castrillon apresenta missão da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei

Permito-me apresentar um breve relatório sobre a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e sobre o estado da realidade pastoral que o Santo Padre colocou sob sua competência.Esta Comissão foi instituída pelo Servo de Deus João Paulo II em 1988… Por vontade do Santo Padre, este Dicastério estende, seu serviço a satisfazer as justas aspirações de quantos por uma sensibilidade particular desejam manter viva a liturgia latina anterior na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos. O Santo Padre, que foi durante alguns anos membro desta Comissão, quer que ela se converta em um organismo da Santa Sé com a finalidade própria e distinta de conservar e manter o valor da liturgia latina tradicional. Trata-se de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer pôr a disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à liturgia antiga. A recuperação desta riqueza se une à não menos preciosa da liturgia actual da Igreja.Por estas razões o Santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por esta razão o Santo Padre pensa que chegou o tempo de facilitar, como o quis a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano.Há algumas boas experiências de comunidades de vida religiosa ou apostólica erigidas pela Santa Sé recentemente que celebram em paz e serenidade esta liturgia. Em torno delas se congregam assembleias de fiéis que frequentam estas celebrações com alegria e gratidão.
PONTIFICAL EM IMPERIA
Monsenhor Mario Oliveti,Bispo de Albenga-Imperia, na Itália, celebrou a Santa Missa Tridentina no passado domingo , durante a qual fizeram a sua Profissão solene oito irmãs Franciscanas da Imaculada , segundo o antigo ritual tridentino e na presença do seu fundador ,o Padre Stefano Mannelli.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

PAPA BENTO XVI

Solenidade de Cristo Rei do Universo

Caros irmãos e irmãs

Hoje,celebra-se a solenidade de Cristo Rei do universo. Desde o anúncio do seu nascimento, o Filho unigénito do Pai, que nasceu da Virgem Maria, é definido "rei" no sentido messiânico, ou seja, herdeiro do trono de David, segundo as promessas dos profetas, para um reino que não terá fim (cf. Lc 1, 32-33). A realeza de Cristo permaneceu totalmente escondida, até aos seus trinta anos, transcorridos numa existência comum em Nazaré. Depois, durante a vida pública, Jesus inaugurou o novo Reino, que "não é deste mundo" (Jo 18, 36) e no final realizou-o plenamente com a sua morte e ressurreição. Ao aparecer ressuscitado aos Apóstolos, disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra" (Mt 28, 18): esta autoridade brota do amor, que Deus manifestou plenamente no sacrifício do seu Filho. O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que todo aquele que acredita no Verbo encarnado "não morra, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16). Por isso, precisamente no último Livro da Bíblia, o Apocalipse, Ele proclama: "Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim" (Ap 22, 13).
Hoje Solenidade de Cristo Sacerdote segundo o Missal do Beato João XXIII (1962).As imagens representam momentos desta festa no Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote ,que se dedica de modo especial à celebração da Liturgia Tradicional ou Tridentina. Tal Instituto acaba de ser reconhecido como de direito pontifício.

sábado, 25 de outubro de 2008

Papa Bento XVI no Santuário de Pompeia
Domingo, 19 de Outubro de 2008

Antes de entrar no Santuário para rezar o Santo Rosário convosco, parei brevemente diante da urna do beato Bartolo Longo, e rezando eu me perguntava: "Este grande apóstolo de Maria, onde é que buscou a energia e constância necessária para concluir uma obra tão impressionante, que é hoje conhecido em todo o mundo? Não é realmente do Rosário, que ele acolheu como um verdadeiro dom do coração de Nossa Senhora? ". Sim, foi realmente assim! Testemunha-o a experiência dos santos: Esta oração mariana popular é um meio valioso para crescer espiritual na intimidade com Jesus, e aprender, na escola da Virgem Santa, a realizar sempre a vontade divina. É contemplação dos mistérios de Cristo, em união espiritual com Maria, como sublinhou o Servo de Deus Paulo VI, na Carta Apostólica Marialis cultus (No. 46) e, como em seguida o meu venerado predecessor João Paulo II ilustrou amplamente na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae,que hoje idealmente entrego novamente à Comunidade Pompeiana e a cada um de vós.

Vós que morais e trabalhais aqui em Pompeia, sobretudo vós, queridos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos envolvidos nesta única parcela da Igreja, todos sois chamados a fazer vosso o carisma do beato Bartolo Longo e a tornar -vos, na medida e nos modos que Deus concede a cada um, autênticos apóstolos do Rosário.
Mas para ser apóstolos do Rosário, precisamos de fazer a experiência em primeira mão da beleza e da profundidade desta oração, simples e acessível a todos. É necessário primeiro deixar-se conduzir pela mão da Virgem Maria a contemplar o rosto de Cristo: o rosto alegre, luminoso, doloroso e glorioso. Quem, como Maria e junto com Ela, guarda e medita assiduamente os mistérios de Jesus, assimila sempre mais os seus sentimentos e conforma-se com Ele.
Eu gosto de referir, a este respeito uma bela consideração do Beato Bartolo Longo: «Tal como dois amigos - escreve ele -, que falam frequentemente juntos, costumam também conformar-se nos costumes, assim também nós , conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar nos Mistérios do Rosário, e formando uma mesma vida com a Comunhão, podemos tornar-nos, por aquilo que seja capaz a nossa baixeza, semelhantes a eles, e aprender destes altos exemplos o viver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito “.
O Rosário é uma escola de contemplação e silêncio. À primeira vista, pode parecer uma oração que acumula palavras, tão difícil de conciliar com o silêncio que é justamente recomendado para a meditação e contemplação. Na realidade, esta repetição cadenciada da Ave Maria não perturba o silêncio interior, , mas exige-o e alimenta-o. O mesmo acontece com os Salmos quando se reza a Liturgia das Horas, o silêncio aflora através das palavras e as frases, não como um vazio, mas como presença de um significado último que transcende as próprias palavras e em conjunto com elas fala ao coração.
Assim, recitando a Avé Maria é preciso ter cuidado com que nossas vozes não "cubram" a de Deus, que fala sempre através do silêncio , como “ o sussurro de uma ligeira brisa” (1 Reis 19:12). Como é importante então cuidar este silêncio cheio de Deus na recitação quer pessoal quer na comunitária! Mesmo quando é rezado, como hoje, a partir de grandes assembleias e como cada dia fazeis neste Santuário, é necessário que se perceba o Rosário como oração contemplativa, e isto não pode acontecer sem um clima de silêncio interior.
Gostaria de acrescentar uma outra reflexão sobre a Palavra de Deus no Rosário, particularmente apropriada neste momento em que se desenrola no Vaticano o Sínodo dos Bispos sobre o tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". Se a contemplação cristã não pode prescindir da Palavra de Deus, também o Rosário, para ser oração contemplativa, deve sempre surgir do silêncio do coração, como resposta à Palavra , sobre o exemplo da oração de Maria.
Decreto do arcebispo de Córdova na Argentina, Mons. Carlos José Ñáñez
Cardeal Cipriani:

”considero que o melhor modo de administrar a Comunhão é sobre a língua, tanto assim que na minha Diocese proibi a comunhão na mão. Perdeu-se a ideia de pecado, como também o Sacrifício da Santa Missa foi maltratado e desprezado por correntes do pensamento, inclusivamente dentro da Igreja, que justificaram e toleraram tudo, criando uma discutível dimensão circular da celebração Eucarística.
Além disso, e creio que isto forma parte das culpas da Cúria romana, depois do Vaticano II houve uma relaxação, sobretudo interpretativa, do Concílio. Nesta situação é necessário urgentemente pôr remédio; Por certo. Os fiéis correm o perigo não só de escandalizar-se mas mesmo de afastar-se da assim chamada Missa-espetáculo, na qual se cometem, em nome da liberdade e da criatividade, toda a espécie de coisas nefandas.”
Papa Bento XVI pretende superar polémicas litúrgicas com a publicação da sua Opera Omnia

Propõe o primado de Deus, na apresentação do primeiro volume

Bento XVI espera que a publicação de sua Opera omnia sirva para superar as dificuldades dos últimos anos com relação às questões litúrgicas. Ele reconhece isso no prefácio do primeiro volume de seus escritos (serão 16), que vão desde as obras que escreveu na universidade até 2005, quando foi eleito bispo de Roma.

«Eu ficaria muito feliz se a nova publicação de meus escritos litúrgicos pudesse contribuir para tornar visíveis as grandes perspectivas de nossa Liturgia, voltando a colocar em seu lugar as míseras e pequenas diatribes sobre as formas exteriores», escreve o Papa na apresentação do primeiro volume, dedicado precisamente à liturgia.

Bento XVI sublinha que começar com a Liturgia, como aconteceu nas sessões de trabalho do Concílio Vaticano II, quer dizer afirmar o primado de Deus.

A Liturgia, escreve, «desde a infância foi a realidade central da minha vida, capaz de responder à pergunta: ‘por que cremos?’».

«Deus acima de tudo», proclama na introdução do prefácio, do qual a Rádio Vaticano publicou uma passagem em italiano. «Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todo o demais perde sua orientação».

O pontífice afirma que em um primeiro momento ele havia pensado em eliminar 9 páginas de seu livro «O Espírito da Liturgia. Uma introdução», publicado em 2000, para não voltar a criar polémicas. Essa obra constitui a parte central do primeiro volume.

Infelizmente, recorda, quase todas as resenhas se concentraram somente nessas páginas que falam sobre a orientação do sacerdote durante a Liturgia, como se quisesse voltar a introduzir a prática de que o sacerdote dê «as costas para a assembleia.

Constata com prazer que está abrindo caminho sua sugestão de «não modificar as estruturas, mas simplesmente pôr a Cruz no centro do altar, para que a vejam tanto o sacerdote como os fiéis, para deixar-se conduzir ao Senhor, a quem rezamos todos juntos».

«O conceito pelo qual o sacerdote e a assembleia deveriam ver-se durante a oração se desenvolveu só na época moderna e é totalmente alheio à cristandade antiga», escreve.

De fato, declara, «o sacerdote e a assembleia não rezavam um para o outro, mas dirigidos para o único Senhor».

«Por este motivo, durante a oração, olham na mesma direcção: ou para o Oriente, símbolo cósmico do Senhor que virá, ou – onde isso não for possível – para uma imagem de Cristo na abside, a uma Cruz, ou simplesmente todos juntos para o alto, como fez o Senhor durante a oração sacerdotal na noite anterior à sua Paixão.»

O Santo Padre explica, portanto, muito além das «questões com frequência pedantes sobre uma ou outra forma», a intenção essencial desta obra consiste em enquadrar a Liturgia na «grandeza do cosmos», que «abraça ao mesmo tempo Criação e História», em cujo centro está o Salvador, Jesus Cristo, a quem todos nos dirigimos em oração.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A Fraternidade Sacerdotal de S.Pedro (FSSP) celebra em Roma os 20 anos da sua fundação e fá-lo do modo mais solene com as Vésperas solenes e com a Santa Missa Pontifical Tridentina celebrada pelo cardeal Dario Castrillon, que as fotos acima nos mostram .
S. António Maria Claret
cuja festa litúrgica se celebra hoje na Igreja era natural de Sallent (Barcelona). António Maria Claret abandonou aos 22 anos o ofício de tecelão para se dedicar inteiramente à propagação do reino de Deus. Jovem sacerdote, durante 7 anos, percorreu, a pé, a Catalunha inteira propagando a fé em Deus. Depois foi para Barcelona e fundou a editora Livraria Religiosa, que inundou a Espanha com livros e folhetos religiosos. Sua obra missionária não terminou ali; em 16 de julho de 1849, fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, foi sagrado arcebispo de Cuba e metropolita de Porto Rico. Em 1857, tornou-se o confessor de Isabel II, empenhando-se em favor da Igreja espanhola. Por ocasião da sua beatificação, em 1934, Pio XI resumiu sua vida, dizendo que Claret foi um apóstolo incansável, um organizador moderno e o grande precursor da Acção Católica. Além de escritor fecundo, compreendeu o imenso valor da imprensa, procurando sempre, sem medir sacrifícios, inová-la com a utilização de máquinas cada vez mais modernas. Foi um entusiasta das grandes tiragens, da difusão em larga escala de opúsculos, folhetos, panfletos...; queria que a imprensa chegasse a todo lugar e a todas as pessoas.

Foi canonizado no dia 7 de maio de 1950. Sua obra permanece hoje nos Missionários Claretianos em cerca de 56 países.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nas fotos a seguir vemos o bispo Don Athanasius Schneider O.R.C. Bispo auxiliar de Karaganda no Cazaguistão o qual recentemente celebrou a Santa Missa de Rito Tridentino em Roma como podemos ver nas fotos. Tal bispo é bastante conhecido pelo seu livro recente "Dominus Est" no qual o autor com coragem e sobretudo muito amor defende a comunhão na boca e de joelhos como vem sendo a prática do nosso Papa Bento XVI.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O padre Joel Wallace , Vigário geral da Confraternidade de Cristo Sacerdote ,fundada na Austrália em 1954 pelo sacerdote redentorista John Whiting fez a quase uma volta ao mundo para se aproximar de vários institutos ou obras que vivem a espiritualidade de Cristo Sacerdote. Em Espanha foi visitar a Fraternidade de Cristo Sacerdote e Maria Rainha nos dias 20 e 22 de Outubro de que a seguir damos algumas imagens. Tal sacerdote também passou por Fátima onde visitou os Cónegos Regrantes da Santa Cruz , ordem portuguesa fundada em Coimbra por S.Teotónio, o primeiro Santo português canonizado e à qual pertenceu S.António de Lisboa nos primeiros anos da sua vida consagrada como religioso antes de se ter feito franciscano.

“É em Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, que está a fonte da vida cristã.Do seu sacerdócio nós vivemos, nos nutrimos e, por meio dele, obtemos todas as graças necessárias para conseguir alcançar a meta da nossa santificação.
A espiritualidade sacerdotal é o fundamento da espiritualidade de todos os membros da Fraternidade de Cristo Sacerdote e Santa Maria Rainha. Cada um, segundo o seu estado de vida, há-de procurar vivê-la com toda a radicalidade. Isto fará possível também uma vivência mais perfeita do carácter profético e real recebido no Baptismo, assim como do dom de sermos verdadeiras testemunhas de Cristo com o qual fomos enriquecidos na Confirmação”.
D. Manuel Folgar

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Papa Bento XVI põe o mundo nas mãos de Maria em Pompéia

Bento XVI pôs neste domingo, 19 de Outubro de 2008, o mundo nas mãos de Maria, ao visitar o Santuário de Pompéia, no sul da Itália.
Um dos momentos culminantes da décima segunda viagem pastoral à Itália foi vivido quando, após ter celebrado a Eucaristia na praça do Santuário, dirigiu a Súplica a Nossa Senhora do Rosário, escrita pelo beato Bartolo Longo, em 1883.
«Piedade hoje imploramos pelas nações desencaminhadas, por toda Europa, por todo o mundo, para que, arrependido, volte a teu Coração. Misericórdia para todos, Mãe de Misericórdia», diz a oração.
«Se tu não quisesses nos ajudar, porque somos filhos ingratos e não merecemos teu amparo, não saberíamos a quem nos dirigir».
Na continuação, como gesto de amor filial, ofereceu a Nossa Senhora uma Rosa de Ouro.
O Papa, que chegou de helicóptero desde o Vaticano, foi acolhido às dez horas da manhã no Santuário por cerca de 50 mil fiéis em festa pela terceira visita de um sucessor de Pedro.
Pompéia foi destruída pela lava e a chuva de cinzas em 24 de agosto do ano 79 d.c., durante a erupção do Vesúvio.
A nova Pompéia se erigiu 1796 anos depois, respondendo à promessa efetuada em 1872 pelo advogado leigo Bartolo Longo, de construir uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
O Santuário alberga uma imagem da Virgem à qual se atribuem centenas de milagres e curas.
Na homilia da celebração eucarística, o Papa evocou a figura do beato Longo, que, como São Paulo, havia perseguido a Igreja, quando era «um militante anti-clerical, que praticava inclusive o espiritismo e a superstição».
Um homem que mudou radicalmente porque encontrou o «verdadeiro rosto de Deus», transformando o deserto no qual vivia.
«Onde chega Deus, o deserto floresce! Também o beato Bartolo Longo, com sua conversão pessoal, deu testemunho desta força espiritual que transforma o homem interiormente e o faz capaz de fazer grandes coisas segundo o desígnio de Deus».
«Esta cidade por ele fundada é, portanto, uma demonstração histórica sobre como Deus transforma o mundo: enchendo de caridade o coração do homem», explicou.
«Aqui, em Pompéia, se compreende que o amor por Deus e o amor pelo próximo são inseparáveis», sublinhou.
«Aqui, aos pés de Maria, as famílias voltam a encontrar ou reforçam a alegria do amor que as mantém unidas».
O segredo de Pompéia, segundo o Papa, é o Rosário: «Esta oração nos leva, através de Maria, a Jesus».
«O Rosário é oração contemplativa, acessível a todos: grandes e pequenos, leigos e clérigos, cultos ou pouco instruídos».
«O Rosário é “arma” espiritual na luta contra o mal, contra a violência, pela paz nos corações, nas famílias, na sociedade e no mundo», assegurou.

domingo, 19 de outubro de 2008